sábado, 25 de abril de 2009

A PAIXÃO DE CRISTO



Sinopse:

Uma narrativa sobre as últimas doze horas de vida de Jesus Cristo (Jim Caviezel), antes de sua crucificação. A PAIXÃO DE CRISTO é um filme sobre as últimas doze horas da vida de Jesus de Nazaré, antes da sua morte. O trama do filme começa no Jardim das Oliveiras (Getsêmani) onde Jesus vai orar após a Última Ceia. Traído por Judas Iscariotes, Jesus é preso e levado de volta para dentro dos muros da cidade de Jerusalém onde os líderes dos Fariseus o confrontam com falsas acusações de blasfêmia. Jesus é trazido diante de Pilatos, o Governador Romano da Palestina, que ouve as acusações feitas contra ele, pelos fariseus. Percebendo que enfrenta um conflito político e religioso, Pilatos transfere a responsabilidade da decisão para o Rei Herodes. Herodes devolve Jesus a Pilatos, que propõe que a multidão escolha entre Jesus e o criminoso Barrabás. A multidão escolhe pela liberdade de Barrabás e condenam Jesus a morte - e morte de cruz. O filme mostra como Jesus foi entregue aos soldados romanos, e cruelmente flagelado. Também mostra o sacrifício de Jesus de levar a cruz até o alto do Gólgota. Ali, Jesus é crucificado - mas antes de morrer Ele diz: “está consumado”, e entrega o seu espírito a Deus. Jesus consumou sua obra na Terra morrendo pelos nossos pecados na cruz, e quando ressuscitou dos mortos Ele nos deixou uma ordem de pregar o Evangelho. Ele terminou a Sua obra. E você, está fazendo a sua parte? Então não perca tempo: escolha uma das opções no menu "EVANGELIZE", e use o filme A PAIXÃO DE CRISTO para apresentar Jesus a alguém que ainda não O conhece.

COMENTARIO:

Sinceramente, Respeito as Opiniões Dos que Dizem "Não ter Gostado, pois é Sensacionalista, Sofrido, e blá blá bla... Mas... O filme Na minha opinião é ótimo, Emocionante mesmo, e além de ser Bom ele também nos faz, enxergar a vida de outra forma... Dar mais Valor Pelo próximo, Fazer o que Jesus fez para nós... Aprender a Perdoar, e AMAR O próximo, Coisa que o Mundo nos últimos anos, Não passa nem perto em faze-lo... Criticar é Muito fácil... Encarar a Realidade é um pouco mais difícil... RECOMENDO Sim... Vocês Vão gostar...

OS SIMPSONS - O FILME



Sinopse:

Homer Simpson (Dan Castellaneta) tem um novo bicho de estimação: um porco. Devido a um silo perfurado e cheio de fezes, um desastre de grandes proporções acontece em Springfield. Isto faz com que uma multidão sedenta por vingança se reúna diante da casa dos Simpsons, querendo Homer e sua família de qualquer jeito. Eles conseguem escapar, mas a partir de então os Simpsons passam a discutir e se dividir sobre o ocorrido. Paralelamente o ocorrido chama a atenção do presidente dos Estados Unidos, Arnold Schwazenegger (Harry Shearer), e do chefe da Agência de Proteção Ambiental, Russ Cargill (Albert Brooks), que planeja realizar um plano diabólico para conter o desastre ocorrido.


COMENTARIO:


Os Simpsons nasceu há vinte anos, quando solicitaram a Matt Groening criar segmentos de animação para a série cômica The Tracy Ullman Show, transmitida pela Fox. E demorou vinte anos para que pudéssemos assistir nos cinemas um longa baseado no seriado animado. Após dezoito temporadas, quatrocentos episódios e inúmeros prêmios, Os Simpsons tornou-se um longa-metragem de cinema. Isso também é bom porque é preciso uma tela de cinema para captar toda a estupidez épica de Homer Simpson. É bastante dificil fazer uma adaptação cinematográfica de um seriado que deu tão certo na televisão, afinal, seria difícil melhorar o que já é ótimo. A grande proeza seria não fazer um filme inferior ao material da televisão. E eles conseguiram: 'Os Simpsons - O Filme' faz jús aos melhores momentos dos melhores episódios. No filme, Homer precisa salvar o mundo de uma catástrofe que ele mesmo criou. Tudo começa com Homer, seu novo porco de estimação e um silo perfurado e cheio de fezes - uma combinação que dispara um desastre de proporções jamais vividas em Springfield. Além de Marge estar ultrajada pela asneira monumental cometida por Homer, uma multidão sedenta por vingança começa a se aglutinar no lar dos Simpsons. A família escapa milagrosamente, porém logo se divide por conta do local e do conflito. Os cidadãos de Springfield têm toda razão de clamar pelo sangue dos Simpson. A calamidade disparada por Homer chama a atenção do presidente dos Estados Unidos, Arnold Schwarzenegger (na voz de Harry Shearer) e do chefe da Agência de Proteção Ambiental, Russ Cargill (na voz de Albert Brooks). Diz Cargill ao presidente: "O senhor sabe, quando me nomeou chefe da Environmental Protection Agency [agência de proteção ambiental] foi aplaudido por indicar um dos homens mais bem-sucedidos do país para a pior agência do governo. Por que, então, aceitei o trabalho? Porque sou um homem rico e desejo doar algo em troca. Não dinheiro, mas algo". Esse "algo" é um plano diabólico para conter o desastre. Com o destino de Springfield e do mundo em risco, Homer embarca numa odisséia pessoal de redenção, buscando o perdão de Marge, a união da família fragmentada e a salvação de sua cidade natal. Com críticas engrassadíssimas ao governo americano, aos problemas ambientais e citações a outros filmes, este 'Os Simpsons' tem piadas mais atemporais, e não está menos irreverente que a série de TV. O roteiro, que demorou dez anos para ficar pronto, se preocupa em entreter o público a cada minuto com uma nova piada, e na maior parte do tempo, elas dão certo. Sim, 'Os Simpsons - O Filme' não deixa de ser um episódio mais longo, e mesmo assim ele vale o ingresso do filme. Um episódio mais longo e mais divertido do que qualquer episódio da série.

CLOVERFIELD - O MONSTRO



Sinopse:
Um monstro gigante ataca Manhattan, deixando a população em pânico. Todo o terror espalhado pela criatura é acompanhado por meio de registros feitos por pessoas nas ruas, com suas câmeras de vídeo caseiras.

COMENTARIO:


J.J. Abrams é, no mínimo, um dos caras mais intrigantes e inteligentes de Hollywood. Ele começou sua carreira com o pé direito: foi o criador das séries de sucesso 'Lost' e 'Alias'. Agora Abrams está com tudo. Depois de dirigir 'Missão: Impossível III', ele partiu para o novo 'Jornada nas Estrelas', e atualmente produz o novo hit televisivo 'Dexter'. Mas uma das maiores sacadas de Abrams é seu novo projeto, o filme que ele produz e que causou caos na internet e nos cinemas. Utilizando uma técnica parecida com o fenômeno que foi 'A Bruxa de Blair', o produtor utilizou mídias em massa e mistérios para divulgar seu novo filme. Durante as apresentações do filme 'Transformers', um sinistro teaser trailer foi exibido, e se tornou um verdadeiro hit na internet. O teaser trailer começa em uma festa caseira, com pessoas comuns, aparentemente saídas do trabalho, bebem tequila e cerveja, comemorando alguma data especial. A cena é interrompida por um noticiário no jornal, que imediatamente é cortado com a explosão no centro de Nova York. As pessoas da festa deixam o apartamento e olham por uma cobertura, onde são atingidos por bolas de fogo, remanescentes do mesmo clarão. Nas cenas, Nova York é violentamente destruída em uma estranha explosão._ O projeto secreto de J.J. Abrams já ganhou nomes como 'Monstrous', 'Cheese' e 'Colossus', mas no final ficou com o título 'Cloverfield - Monstro'. E o filme é monstruosamente ótimo. São exatos 80 minutos de projeção, gravados por uma filmadora comum. Logo no início, vemos os apaixonados Rob e Beth, que decidem passar o dia juntos. Logo depois, começamos a participar da festa de despedida de Rob para o Japão, quando um estrondo interrompe o evento. Todos os eventos narrados à seguir simulam um documentário assustador sobre um monstro gigantesco causando pânico e caos em uma cidade imensa como Nova York. E o filme é bem sucedido em nos passar a realidade e o pânico dos personagens, muito bem interpretado por atores pouco conhecidos, além de efeitos especiais incríveis. Afinal, até a Estátua da Libertade perde a cabeça em meio ao filme. O roteiro, que parece não existir, comprova a veracidade das informações: os personagens são estúpidos, falam frases sem sentidos e demonstram todo o medo que sentem. Nem tudo tem um motivo. Ponto para o filme: com essa falta de um roteiro sólido, o "documentário" fica ainda mais realista. 'Cloverfield - Monstro' é banho de frescor em um gênero que havia, literalmente, afundado após desastres hollywoodianos como 'Godzilla'. E este custou bem menos, por sinal: míseros US$ 25 milhões, uma merreca para um Blockbuster. No final do longa, você vai sair com aquela sensação de ter assistido um bom e criativo filme, que renova um gênero em vários conceitos, mas também mantém todos os clichês necessários para um ótimo filme sobre monstros gigantes.

FURIA DE TITÃS



Sinopse:
Você se lembra das terras onde o ciclope vaga (Simbad e a Princesa), esqueletos lutam (Jasão e o Velo de Ouro) e cavaleiros laçam dinossauros? Estas figuras fazem parte do universo de Ray Harryhausen, o mestre dos efeitos que também está por trás de Fúria de Titãs. Deuses no Olimpo, terríveis monstros mitológicos e heróis mortais fazem deste espetáculo de imaginação uma aventura imperdível. Harry Hamlin é Perseu, o filho mortal de Zeus (Laurence Olivier), que luta para salvar a vida da princesa Andrômeda (Judi Bowker) do monstro marinho Kraken. Para tal, ele precisa de uma arma tão letal quanto difícil de conseguir: a cabeça de Medusa! Acompanhado de um grupo de corajosos guerreiros e montado no fabuloso Pegasus, o cavalo alado, Perseu parte em uma aventura sem precedentes pelas terras fantásticas da mitologia grega.


COMENTARIO:


Muito bom... Vi quando era criança e fiquei muito impressionado com o filme... Marcou época. Eu recomendo, apesar dos efeitos estarem ultrapassados tem uma historia bastante legal, é o tipo de filme que merece um remarke.

FINAL FANTASY - ADVENT CHILDREN



Sinopse:
Com uma misteriosa doença se espalhando rapidamente, o mundo está preste a enfrentar uma nova ameaça. Cloud Strife, que se afastou da vida de herói para viver em solidão, terá fôlego para vencer uma batalha cruel?

COMENTARIO:

Esse filme é um prato cheio para os amantes de Final Fantasy, por trazer um dos maiores heróis e vilões de todo Final Fantasy. Muito bom mesmo.

AS CRÔNICAS DE NÁRNIA - O LEÃO, A FEITICEIRA E O GUARDA ROUPA


Lúcia (Georgie Henley), Susana (Anna Popplewell), Edmundo (Skandar Keynes) e Pedro (William Moseley) são quatro irmãos que vivem na Inglaterra, em plena 2ª Guerra Mundial. Eles vivem na propriedade rural de um professor misterioso, onde costumam brincar de esconde-esconde. Em uma de suas brincadeiras eles descobrem um guarda-roupa mágico, que leva quem o atravessa ao mundo mágico de Nárnia. Este novo mundo é habitado por seres estranhos, como centauros e gigantes, que já foi pacífico mas hoje vive sob a maldição da Feiticeira Branca, Jadis (Tilda Swinton), que fez com que o local sempre estivesse em um pesado inverno. Sob a orientação do leão Aslam, que governa Nárnia, as crianças decidem ajudar na luta para libertar este mundo do domínio de Jadis.

COMENTARIO:

'As Crônicas de Nárnia' era um dos mais esperados filmes do ano. Prometendo repetir o sucesso de 'O Senhor dos Anéis', e seguindo-o na mesma linha fantasiosa, o filme era uma das grandes apostas da indústria cinematográfica. E em vários aspectos ele o cumpriu. As histórias clássicas de Lewis seguem as aventuras de quatro irmãos na Inglaterra assolada pela Segunda Guerra Mundial, quando eles entram no mundo de Narnia através de um guarda-roupa mágico, enquanto brincavam de 'esconde-esconde' na casa de campo de um professor idoso. Lá, as crianças descobrem uma terra encantadora e tranqüila - habitada por animais falantes, anões, faunos, centauros e gigantes - porém condenada pela bruxa malvada Jadis a viver num inverno sem fim. Guiadas pelo seu nobre e místico governante, o Deus-leão Aslan, as crianças lutam para anular o poder da bruxa sobre Nárnia numa espetacular batalha final que a libertará do feitiço gelado de Jadis para sempre. Com algumas cenas espetaculares, a magia do filme está imposta e podemos conferir um mundo alternativo, incrivelmente novo e fantasioso, e por duas horas podemos viajar por ele. O visual do filme é mágico e belo, e cada frame parece um quadro pintado com realismo e beleza, além de Nárnia ser um mundo com paisagens belíssimas. Os três atores mirins também se mostram seguros, ainda que não estão habituados com atuações, levam o filme com sutileza e não estragam o resultado final do produto. Tilda Swinton (Jadis, a Feiticeira Branca) acaba se destacando na produção, e interpreta uma vilã caricata, mas ainda assim talentosa. O grande problema de 'As Crônicas de Nárnia' se chama "Disney Vírus". A empresa se esqueceu que o mundo evolui, assim como as crianças, e parou no tempo, trazendo projetos com uma infantilidade e ingenuidade que soa ridícula nos olhos da sociedade moderna.

BEOWULF


Sinopse:
Um herói dá um passo à frente, proclamando sua reputação e seu nome. Beowulf! Matador de monstros. Defensor do reino. Ele matará a ferro, besta que devasta o reino dos vikings. Ele reclamará para si uma recompensa em ouro e seu próprio reino. Mas será que sua ambição desmedida definitivamente cobrará dele um terrível preço? Ray Winstone dá vida ao heróico personagem-título e Angelina Jolie vive a sedutora mãe dos monstros neste conto épico ambientado em uma época de demônios e dragões, de guerreiros e mulheres sedutoras. A camaradagem na luxúria. A batalha contra o grotesco Grendel. O feroz duelo com o dragão. Tudo aqui. Tudo em um revolucionário novo método de captura de movimentos, na visão do visionário cineasta Robert Zemeckis.

COMENTARIO:

Apenas em uma palavra: Bom! Aquele que diz que é ruim, não entendeu o enredo ou não gosta da história de filmes épicos. Pode não ser uma história real, mas a mitologia é para impressionar, ter conhecimento sobre ela, e não para analisá-la do ponto de vista verídico (mitologia; lê-se mito)...

SHINOBI - A BATALHA


Sinopse:
È o ano de 1641, dois clãs ninjas, o da terra de Koga e o de Iga. Ambos são inimigos, mas têm acordado em não entrar em guerra um com o outro. Os herdeiros dos lideres de ambas vilas se apaixonam sem saber que um é inimigo do outro por causa das tradições dos clãs. Mas um trágico destino espera o casal, é lançada uma maldição sobre a existência das famílias que coloca as duas vilas uma contra a outra. Os melhores ninjas de Koga e Ida são escolhidos para lutar uns contra os outros e Gennosuke Albora, o casal apaixonado, é colocado frente a frente aos inimigos. Por séculos eles vivem em guerras da escuridão, com estranhos poderes e habilidades, vivem somente para batalha, eles são Shinobi.

COMENTARIO:

Filme muito bom. A música Heaven de Ayumi Hamasaki então é para lá de maravilhosa. Resumindo o filme é mais um onde mostra que o simbolismo do amor está acima de qualquer coisa. Pena que o final tenha sido trágico, mas de qualquer forma, um filme que vale a pena ser assistido.

AZUMI 2


Sinopse:
Azumi continua a sua grande aventura nessa produção que segue a linha do primeiro filme, com direito a uma boa história e cenas de ação da melhor qualidade, com brigas de espada habilmente coreografadas. É inspirado em um famoso jogo do videogame Playstation 2. dessa vez, Azumi, armada com a sua espada, parte para a mais difícil batalha de sua vida. Munida com muita coragem e habilidade, ela vai brigar até o final para preservar a unidade nacional e manter a paz no Japão.

COMENTARIO:

Este filme possui muitas semelhanças com o primeiro, em especial a luta de Azumi contra o exército de Sanada, mas também possui um maior teor dramático, não só dos sofrimentos de Azumi como das demais personagens. Não é somente um filme de ação, é um filme para se emocionar e se questionar: vivê-se para uma missão e completada ela para onde se vai?

AZUMI


Sinopse:
Uma guerra no Japão faz com que o país seja devastado. Desesperado em restaurar a paz, Tokugawa Shogun, líder de um clã, ordena o assassinato de um comandante inimigo. Para realizar a tarefa é selecionada Azumi (Aya Ueto), uma jovem e bonita mulher que foi selecionada ao nascer, juntamente com outros 9 órfãos, para se tornar uma assassina. Uma jovem treinada para ser uma assassina é destacada para matar um comandante inimigo, durante uma guerra no Japão.

COMENTARIO:

Filme para quem gosta do gênero, excelente em todos os aspectos, baseado em manga e game azumi, é fiel em seu roteiro, e traduz em suas cenas de batalhas uma realidade pouca vista. Basta ver os soldados morrendo de medo de atacar, conflitando sua coragem com o dever perante seu shogum e a fúria dos samurais.

HITMAN - ASSASSINO 47


Sinopse:
Em uma trama que envolve tanto a Interpol quanto o exército russo, o Assassino 47 (Timothy Olyphant), depois de receber a missão de matar o primeiro-ministro da Rússia, começa a ser perseguido. A partir daí, o matador tenta obstinadamente encontrar quem armou a cilada na qual está envolvido e o porquê de tudo isso.

COMENTARIO:

Fiel ao jogo, cenas interessantes, mas no geral achei um filme apenas regular. Baseado num jogo de videogame.

AS TARTARUGAS NINJAS - O RETORNO


Sinopse:
Estranhos eventos acontecem na cidade de Nova York, que precisa cada vez mais de seus antigos heróis, as lendárias Tartarujas Ninja. No entanto, Rafael, Donatello e Michelangelo perderam-se em seus caminhos. Cabe a Leonardo e o mestre Splinter a missão de recuperar a disciplina ninja no grupo.

COMENTARIO:

Eles dominaram o final dos anos 80 e início dos 90, criaram legiões de fãs e divertiram platéias com filmes e desenhos. Depois acabaram no marasmo do esquecimento. Mas agora estão de volta, em um filme engraçado, maduro e ágil. Neste primeiro longa totalmente em 3D das 'Tartarugas Ninja', podemos analisar que os criadores conseguiram muita proeza e criatividade para obter um filme para todas idades: ingênuo para as crianças e divertido para os adultos, se tornando bem mais adulto e inteligente do que os trabalhos anteriores dos personagens (e isso inclui os filmes e desenhos). No filme, estranhos eventos acontecem na cidade de Nova York, que precisa cada vez mais de seus antigos heróis, as lendárias Tartarugas Ninja. No entanto, Rafael, Donatello e Michelangelo perderam-se em seus caminhos. Cabe a Leonardo e o mestre Splinter a missão de recuperar a disciplina ninja no grupo. Englobando o passado e o futuro das tartarugas, o filme consegue manter uma narrativa linear, e a ação corre solta em um 3D bem criado e um tanto quanto realista, mas que nos lembra também os mangás dos personagens. Um filme divertido, engraçado e bem feito, que nos dá um ótimo Dèjá Vu do que gostamos muito no passado.

O JUSTICEIRO - EM ZONA DE GUERRA


Sinopse:
Lançando sua guerra de um homem só contra o mundo do crime organizado, o implacável herói justiceiro Frank Castle sai à caça do chefão da máfia Billy Russoti. Russoti fica terrivelmente desfigurado e vai em busca de vingança com um novo apelido: Retalho. Com a "Força-Tarefa Vingativa" em seu encalço e o FBI incapaz de lidar com o Retalho, Frank terá que enfrentar o fortíssimo exército recrutado pelo Retalho antes que ele cometa outros crimes impunemente.

COMENTARIO:

Realmente não é uma seqüência do anterior, mas para quem conhece os quadrinhos vai ver que este realmente é o justiceiro, muito mais fiel. O ator se parece mais com o quadrinho, pela cara de mau e não carinha de modelo como no anterior. É um filme excelente.

terça-feira, 21 de abril de 2009

SIN CITY



Sinopse:Sin City é uma cidade que seduz as pessoas. Nela vivem policiais trapaceiros, mulheres sedutoras e vigilantes desesperados, com alguns estando em busca de vingança e outros em busca de redenção. Um deles é Marv (Mickey Rourke), um lutador de rua durão que sempre levou sua vida a seu modo. Após levar para casa a bela Goldie (Jaime King), ela aparece morta em sua cama. Isto faz com que Marv decida percorrer a cidade em uma jornada pessoal, em busca de vingança. Além dele há Dwight (Clive Owen), um detetive particular que tenta a todo custo deixar seus problemas para trás. Após o assassinato de um policial, Dwight se apresenta para proteger suas amigas, as damas da noite. Há também John Hartigan (Bruce Willis), o último policial honesto da cidade, que restando apenas uma hora para se aposentar se envolve na tentativa de salvar uma jovem de 11 anos das mãos do filho de um senador.
COMENTARIO:
Chega um dos filmes mais violentos e grosseiros já vistos. Uma mistura de cinema noir e filmes cults que acaba por tirar suspiros da platéia. Extremamente amoral, e ao mesmo tempo deliciosamente degustável. É assim que poderíamos, em poucas palavras, definir 'Sin City'. Com seu estilo selvagem e original, o filme irá cativar a todos os públicos, misturando gêneros em sua sinopse bem estruturada e sua direção realista e inovadora. Bruce Willis interpreta Hartigan, um policial prestes a explodir que deve cumprir a promessa de proteger a stripper Nancy (Jessica Alba); Mickey Rourke é Marv, o misantropo errante, cuja missão é vingar a morte da única mulher que realmente amou, Goldie (Jaime King); e Clive Owen vive Dwight, amante clandestino de Shelley (Brittany Murphy), que passa suas noites defendendo Gail (Rosario Dawson) e suas garotas (Devon Aoki e Alexis Bledel) da mira de Jackie Boy (Benicio Del Toro), um policial corrupto e violento. Utilizando a mesma técnica inovadora de 'Capitão Sky e o Mundo de amanhã', chamada croma-keys, 'Sin City' foi todo rodado em estúdio, com fundos verdes, que mais tarde foram substituídos por pretos e brancos totais, dando ao filme um estilo antigo e belo. As imagens se tornam uma galeria de arte, e as atuações se encaixam perfeitamente em toda a trama. Com um elenco estelar, que passa de veteranos (Bruce Willis, Mickey Rourke, Rutger Hauer, Benicio Del Toro), à estrelas em ascensão (Jessica Alba, Rosario Dawson, Clive Owen, Nick Stahl, Elijah Wood, Brittany Murphy), o filme consegue seguir à risca o clima e a igualdade dos gibis (conhecidos por poucos) e ao mesmo tempo se transformar em um filme extremamente bem realizado. 'Sin City' é um marco para o cinema, e com certeza irá lançar moda.

TROPA DE ELITE



Sinopse:

1997. O dia-a-dia do grupo de policiais e de um capitão do BOPE (Wagner Moura), que quer deixar a corporação e tenta encontrar um substituto para seu posto. Paralelamente dois amigos de infância se tornam policiais e se destacam pela honestidade e honra ao realizar suas funções, se indignando com a corrupção existente no batalhão em que atuam.

COMENTARIO:

Quando termina o filme Tropa de Elite, de José Padilha, fica-se com duas sensações: primeiro, o trabalho é um marco no cinema brasileiro; pela primeira vez um filme sobre a violência é narrado pelo ponto de vista dos policiais. Segundo, vivemos em um país violento, e não temos para onde correr! O filme tem esquentado os debates sobre segurança pública. Mas pouco se falou dos méritos cinematográficos. A história é narrada pelo Capitão Nascimento (Wagner Moura). Ele quer sair do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especial, a tropa de elite do título), por causa do nascimento do seu filho. Ao mesmo tempo em que ele deve comandar uma operação no Morro do Turano, buscará um substituto para o seu cargo. Neto e Matias são suas opções. Para ele, o ideal seria ter a valentia de Neto (Caio Junqueira) e a inteligência de Matias (André Ramiro). A direção optou por uma narrativa em primeira pessoa. Os fatos são intercalados com comentários do Capitão Nascimento. Desde o início, o espectador toma contato com uma filosofia sem floreios, que nega qualquer forma de retórica. Capitão Nascimento é um herói-vilão embrutecido pela violência, sofre dos nervos, e procura um substituto para sair do Bope para poder criar seu filho. Ele tem a exata noção das causas da violência: uma polícia corrupta, bandidos com um poder descomunal e que pouco se importam com a população que vive no morro e uma classe média que se sente como dona da verdade, mas financia o tráfico com o uso de drogas para o "lazer"! Wagner Moura encarna perfeitamente esse cruzamento de herói e vilão, que odeia policiais corruptos, que quer matar a classe média que faz campanhas contra a violência, mas compra drogas dos traficantes e não se intimida em usar a tortura para obter confissão. Totalmente politicamente incorreto; um personagem real, repleto de contradições; os espectadores torcem por ele, assim como torcem por Jack Bauer. O Capitão Nascimento é um Jack Bauer que fala português, ganha em reais, e traduz "shit" corretamente! O trabalho de José Padilha causou polêmica antes mesmo de entrar em cartaz. Além de ser o mais pirateado do cinema brasileiro, o filme foi acusado de fascista, de estimular da violência policial, unilateral, até de ser de direita (se é que isso é xingamento?!). Nada disso procede! O que incomodou parte da critica e da "intelectualidade" foi o fato do filme ser direto e de colocar as coisas em seus lugares. Primeiro, a corrupção policial é bem retratada. Porém, o diretor não se furta a mostrar que existem policiais honestos, caso dos aspirantes Neto e Matias. Segundo, os bandidos são bandidos, e não bem feitores em busca da terra perfeita. O cinema nacional tem tradição em reproduzir bandidos charmosos, do O Bandido da Luz Vermelha a Carandiru. Não se trata de criar personagens sem profundidade psicológica, de esconder o lado humano do vilão. Mas, sim, de deixar de lado a mania, comum por aqui, de que o meio social é a única força a determinar o destino das pessoas. No mundo real, essa idéia filosófica séria, tornou-se discurso raso que serve apenas para eximir a culpa de criminosos. No mundo das artes, ele chegou à exaustão. A maior prova é o próprio Tropa de Elite, considerado como renovador do gênero. O cinema nacional estava saturado do mesmo esquema para retratar a criminalidade. E o público também: a forma como Padilha retratou a bandidagem o que mais agradou o público. Os criminosos são violentos, egoístas, interessados no lucro. Ainda assim, o diretor mostra o lado humano deles: quando o chefe do morre se vê ameaçado, sua primeira atitude de enviar a esposa e o filho para um lugar seguro. O filme foi injustamente acusado de fazer apologia à tortura. O próprio diretor em entrevista condenou as práticas do Bope. Ocorre, na verdade, uma confusão entre o ponto de vista do narrador (em primeira pessoa) e o do diretor. A visão de Padilha é maior do que a do Capitão. Em uma das incursões do Bope, Capitão Nascimento utiliza da tortura e invade residência em busca de um traficante. Um dos policiais se opõe aos métodos e pede para se retirar com sua equipe. Será que um filme assim pode ser considerado fascista???.

PIRATAS DO CARIBE 2 - O BAÚ DA MORTE



Sinopse:

Elizabeth Swann (Keira Knightley), a filha do governador Weatherby (Jonathan Pryce), está prestes a se casar com o ferreiro Will Turner (Orlando Bloom). Porém o evento é atrapalhado pela ameaça de Davy Jones (Bill Nighy), o capitão do assombrado navio Flying Dutchman, que tem uma dívida de sangue com o capitão Jack Sparrow (Johnny Depp), amigo do casal. Temendo ser amaldiçoado a uma vida após a morte como escravo de Jones, Sparrow precisa encontrar o misterioso baú da morte para escapar da ameaça.

COMENTARIO:

Será que todo pirata tem perna de pau, o olho de vidro e a cara de mal? Bem, se depender da imaginação fértil dos produtores da Disney, os piratas tem tudo isso e muito mais. Querem uma prova? É só assistir "Piratas do Caribe 2 - O Baú da morte", e traz os heróis e anti-heróis do primeiro "Piratas do Caribe" se juntando a uma nova e divertida galeria de personagens em uma aventura ainda mais agitada do que o primeiro filme. Nesta nova odisséia, a bela Elizabeth Swann (Keira Knightley) está de casamento marcado com o jovem William Turner (Orlando Bloom). Entretanto, os guardas da Companhia das Indias Orientais prendem ela e seu futuro marido às vésperas do casamento e propõem um trato com Turner: ele e Elizabeth serão liberados da acusação se trouxerem ao seu poder a bússola usada pelo pirata Jack Sparrow (Jhonny Deep, hilário no papel que já lhe rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor Ator, em 2004) que pode indicar o caminho para que uma peça muita poderosa seja encontrada. Como se já não bastasse tudo isso, Wiliam acaba por se misturar nos problemas do próprio Jack Sparrow, que se envolveu em mais uma confusão Dessa vez, ele tem uma grande dívida a acertar com o lendário e temido pirata Davy Jones (Bill Nighy, usando um figurino e maquiagem montados com efeitos digitais), que comanda uma gangue de piratas do fundo do mar e tem o poder de controlar o terrível monstro Kraken, capaz de destruir um navio inteiro em alguns minutos. Como os personagens vão se safar de tanta confusão? Só vendo e se deliciando com todas as confusões e aventuras desses heróis que vão desde fugas e lutas extraordinárias até momentos de tensão e muitas reviravoltas, tudo isso proporcionado pela direção segura e criativa de Gore Verbinski (que dirigiu o "O Chamado"), pela ótima trilha sonora do já consagrado Hans Zimmer e pelo interessante roteiro da dupla Ted Eliot e Terry Rossio. Isso sem contar que toda produção funciona sob o comando do renomado e competente produtor Jerry Bruckheimer, que sabe trabalhar muito bem com suas equipes em filmes de aventura, usando sempre excelentes efeitos especiais sem estragar o filme visualmente e montando as cenas de forma que não transforme tudo muito mais artificial do que já é, como acontece em alguns filmes de aventura e ação da atualidade. Vale ressaltar que a franquia "Piratas do Caribe" é uma trilogia, sendo que as partes 2 e 3 foram gravadas juntas, como um único filme e depois separadas, isto é, a aventura não acaba completamente nesse segundo filme.

PIRATAS DO CARIBE - A MALDIÇÃO DO PÊROLA NEGRA


Em pleno século XVII, o pirata Jack Sparrow (Johnny Depp) tem seu navio saqueado e roubado pelo capitão Barbossa (Geoffrey Rush) e sua tripulação. Com o navio de Sparrow, Barbossa invade e saqueia a cidade de Port Royal, levando consigo Elizabeth Swann (Keira Knightley), a filha do governador (Jonathan Pryce). Decidido a recuperar sua embarcação, Sparrow recebe a ajuda de Will Turner (Orlando Bloom), um grande amigo de Elizabeth que parte em seu encalço. Porém, o que ambos não sabem é que o Pérola Negra, navio de Barbossa, foi atingido por uma terrível maldição que faz com que eles naveguem eternamente pelos oceanos e se transformem em esqueletos à noite.

COMENTARIO:
A história do filme é simples, mas cheia de nós. Para não estragar as surpresas, o enredo deve ser abreviado: o capitão Sparrow, junto com a filha do governador (Kiera Knightley, de Driblando o Destino) tentam evitar que um grupo de piratas revertam uma maldição que os tornou fantasmas. É muito importante que o espectador descubra mais sobre o enredo vendo o filme. Se esse for o seu caso, o filme não terá tanta graça. Aliás, graça é o que o filme tem de sobra. Apesar de muitas pessoas pensarem que 'Piratas do Caribe' é um suspense/terror, a fita não passa de uma boa e velha comédia de piratas, levada a sério na dose certa. Eu não esperava rir tanto, e você com certeza irá se surpreender também. Pra quem não sabe, o filme foi baseado numa das mais populares atrações dos parques da Disney em Orlando e na Califórnia, onde as pessoas fazem fila para desfrutar de cinco minutos à bordo de um barquinho enquanto se é contada a história dos piratas. Para crianças, tudo é fascinante, mas os adultos não vêem muita graça. Já o filme é brilhante, sendo você um adulto ou uma criança. Vá sem medo.


PROCURADO


Wesley Gibson (James McAvoy) tem 25 anos e detesta sua vida. Ele segue o caminho de seu pai e entra para a Fraternidade, uma liga de assassinos treinados para executar as ordens do destino, cujo lema é "matar um, salvar mil". Logo ele se torna o preferido da Fraternidade, o que faz com que se sinta bem consigo mesmo. Porém a situação muda quando ele percebe que seus parceiros não têm interesses tão nobres quanto aparentavam.

COMENTARIO:

Primeiramente, antes de assistir 'O Procurado', você deve esquecer por algumas horas todas as leis da física aprendidas durante a vida. Aqui, balas podem se curvar durante o percurso, carros podem girar e cair em pé e o protagonista pode matar 15 homens com apenas duas armas em dois minutos. Tendo isto em mente, o filme é pura diversão do início ao fim, e provavelmente irá tirar seu fôlego. Seja por Angelina Jolie, bela como sempre e magra como nunca, seja pela ação desenfreada, ou até pelo protagonista abobado que se transforma no maior assassino de todos os tempos. Wesley Gibson é um fracassado de 25 anos que odeia a vida que leva - mas felizmente para ele, essa vida está no final. Parece que o já esquecido pai de Wes foi morto enquanto trabalhava para a Fraternidade - uma liga de assassinos treinados para executar as ordens do destino cujo lema é "matar um, salvar mil". Agora é a vez de Wes seguir o caminho de seu pai e libertar a fera que sempre se escondeu dentro dele. Assim, ele renasce como o garoto de ouro da Fraternidade e começa a apreciar sua nova vida. Mas logo o doce gosto do poder azeda quando ele percebe que as intenções de seus fatais sócios não são tão nobres quanto achava. Enquanto oscila entre um recém-encontrado heroísmo e a intensa vingança, Wes aprende o que ninguém poderia ensiná-lo: Ele mesmo pode controlar seu próprio destino. O roteiro muito bem amarrado, mesmo que corrido, dá ao longa uma profundidade maior que os efeitos especiais de primeira e uma direção estilosa do diretor russo Timur Bekmambetov ('Guardiões da Noite'). Timur comanda o longa com um ritmo desenfreado, cenas corridas e cortes rápidos, mas funciona em todos os momentos do longa. 'O Procurado' acaba por reinventar o gênero: aqui não temos o romance comum do protagonista pela mocinha (que de mocinha não tem nada), nem o drama barato típico de filme de ação. É uma aventura sem freios que acompanha somente a transformação do protagonista em um assassino de primeira. James McAvoy dá uma profundidade e personalidade alta ao seu protagonista Wes, e consegue convencer até nas cenas de ação. Jolie aqui se consagra no gênero: tirando ela, não existe nenhuma atriz no momento que consiga conceder ao personagem uma força bruta e um poder masculino, e é um grande feito, já que até super-magra ela consegue convencer como uma assassina que não mede esforços para bater em um macho. O resto do elenco ganha destaque pela participação espirituosa de Morgan Freeman e Terence Stamp. 'O Procurado' é um dos melhores filmes do ano, tem um final nada previsível e algumas das melhores cenas de ação dos últimos tempos. Não perca!

EU SOU A LENDA



Sinopse:

Um terrível vírus incurável, criado pelo homem, dizimou a população de Nova York. Robert Neville (Will Smith) é um cientista brilhante que, sem saber como, tornou-se imune ao vírus. Há 3 anos ele percorre a cidade enviando mensagens de rádio, na esperança de encontrar algum sobrevivente. Robert é sempre acompanhado por vítimas mutantes do vírus, que aguardam o momento certo para atacá-lo. Paralelamente ele realiza testes com seu próprio sangue, buscando encontrar um meio de reverter os efeitos do vírus

COMENTARIO:

Quando o incrível 'Náufrago' foi anunciado, surgiu uma discução sobre a capacidade de apenas um ator segurar um filme todo sozinho. Resultado? Tom Hanks se consagrou como um dos maiores atores de Hollywood da história do cinema, e 'Naufrágo' foi um sucesso absoluto de público e crítica. Agora Will Smith repete a fórmula de Hanks neste 'Eu sou a Lenda', que não chega a ser tão complexo quanto 'Naufrágo', mas é um Blockbuster incrível. Ao invés de uma bola de volei (lembra-se do adorável Sr. Wilson?), o co-protagonista é um fofo pastor alemão. Robert Neville é um cientista brilhante, mas nem ele conseguiu parar um vírus terrível, incurável, impossível de se deter, e criado pelo homem. Imune, por algum motivo, Neville é agora o último ser humano a sobreviver no que restou da cidade de Nova York, talvez do mundo. Durante três anos, Neville enviou, esperançoso, mensagens diárias por rádio, no desespero de encontrar outros sobreviventes que estivessem lá fora. Mas ele não está sozinho. Mutantes, vítimas da praga - os Infectados - movem-se nas sombras, observam cada movimento de Neville, aguardam até que ele cometa um erro fatal. Talvez a última e melhor esperança da humanidade, Neville se agarra à única missão que lhe resta: encontrar um modo de reverter os efeitos do vírus, usando seu próprio sangue, imune. Mas ele sabe que é um contra muitos… e o tempo passa rapidamente. Com efeitos especiais incríveis, o filme é ação do começo ao fim, com um estilo gótico e fúnebre. É sempre incrível ver um filme que mostre uma cidade inteira abandonada ('Extermínio' foi um dos mais incríveis), e ver Nova York abandonada, parecendo um zológico, deixa qualquer um de boca aberta. É assustador ver o protagonista passar por uma Times Square vazia e abandonada. Ponto para a equipe de efeitos visuais. O elenco, que pouco aparece, tem também a brasileira Alice Braga, dando um show em seu primeiro grande filme americano. A atriz aparece poucos momentos nas telas, mas quando aparece consegue atenção absoluta do público. Os realizadores convidaram Braga por seu desempenho no filme indicado para o Oscar 'Cidade de Deus'. E Smith? Ele está incrível! 'Eu Sou a Lenda' é uma jornada única, de um homem só, e também um filme incrível. Merece ser assistido.


KING KONG



Sinopse:

1933. Ann Darrow (Naomi Watts), uma atriz de vaudeville, enfrenta dificuldades para se sustentar, como vários outros americanos durante a Grande Depressão. Ela caminha pelas ruas de Manhattan pensando na possibilidade de trabalhar em um cabaré, até que a fome a faz roubar uma maçã. Ann é salva pelo cineasta Carl Denham (Jack Black), que oferece a ela o papel principal em sua próxima produção. Inicialmente indecisa, Ann aceita a oferta após saber que o roteirista é o conceituado dramaturgo Jack Driscoll (Adrien Brody). Na verdade Carl está em apuros, já que o patrocínio para concluir seu filme inacabado foi cancelado e sua antiga atriz principal abandonou o projeto. Apesar dos problemas, Carl embarca a equipe e o elenco de seu filme no cargueiro fretado S.S. Venture. O objetivo da viagem é chegar na Ilha da Caveira, que tem a fama de abrigar uma raça perdida e várias criaturas consideradas extintas.

COMENTARIO:

Em pouco tempo, Peter Jackson se transformou em um dos mais respeitados e adorados diretores de cinema. Sua maestria para escrever e dirigir seus filmes com o maior realismo e identidade, mesclando paisagens reais belíssimas e efeitos especiais inovadores, transformam seus filmes em clássicos contemporâneos. Fã de 'King Kong' desde a infância, quando assistiu ao filme original, Jackson tinha como prioridade em sua vida dirigir o roteiro de Kong que havia escrito. Mas com a concorrência na época (estavam sendo lançados os fracos 'Poderoso Joe' e 'Godzilla'), o projeto foi engavetado e o diretor acabou ficando com a adaptação de um certo filme sobre um hobbit com a missão de destruir um anel. Com o sucesso de 'O Senhor dos Anéis' (e que sucesso), Jackson já tinha toda a indústria Hollywoodiana à seus pés, e já estava pronto para dar vida ao gorila gigante. E deu. O diretor conseguiu fazer um filme gigante, com orçamento gigante, atuações gigantescas e gigantemente ótimo! A sutileza com que o relacionamento entre Kong e Ann Darrow (a pobre, mas bela atriz) é mostrado transforma-o em belo, ingênuo e tênue, fazendo com que todos se comovam com o amor expelido entre ambos. Naomi Watts, que continua belíssima, mostra que suas atuações só tendem a melhorar. Ganhou fama e status após participar de 'Cidade dos Sonhos' e 'O Chamado', mas após este se transforma em uma das melhores atrizes de sua geração, além da beleza infinua, é uma talentosa atriz. O elenco de reforço também merece admiração: Jack Black faz seu primeiro papel mais sério, e se dá muito bem. E o ganhador do Oscar Adrien Brody também continua extremamente talentoso. Mas quem rouba a cena mesmo é o Gorila título. Com movimentos criados por Andy Serkis (que também faz uma ponta como cozinheiro do navio), o monstro demonstra personalidade e sentimento, e se torna um das criaturas digitais mais reais do cinema. E finalmente, voltamos a falar de Jackson com sua talentosa direção. O diretor consegue criar situações fantasiosas, perseguições de ação e cenas belíssimas, dignas de entrar para a história cinematográfica. 'King Kong' é um filme gigante, assim como seu protagonista.

O SENHOR DOS ANEIS E O RETORNO DO REI



Sinopse:

Sauron planeja um grande ataque a Minas Tirith, capital de Gondor, o que faz com que Gandalf (Ian McKellen) e Pippin (Billy Boyd) partam para o local na intenção de ajudar a resistência. Um exército é reunido por Theoden (Bernard Hill) em Rohan, em mais uma tentativa de deter as forças de Sauron. Enquanto isso Frodo (Elijah Wood), Sam (Sean Astin) e Gollum (Andy Serkins) seguem sua viagem rumo à Montanha da Perdição, para destruir o Um Anel.

COMENTARIO:

Se a promessa "Tudo que tem um começo, tem um final" vista na trilogia 'Matrix' não se concretizou, 'O Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei' fechou a série de três filmes com chave de ouro. O primeiro filme, estreado em 2001, mostrou aos telespectadores o que esperar, mas nós nunca imaginamos que poderiamos esperar tanto. O filme é bombástico, tudo nele funciona. As cenas de ação são incríveis, o roteiro é bem adaptado, e os atores estão melhores do que nunca. Passado no mundo místico da Terra Média, uma aliança de nove criaturas diferentes é formada para destruir o Anel do Poder antes dele cair nas mãos do Senhor das Trevas Sauron. Depois de vários eventos separar a companhia, o jovem Hobbit Frodo Baggins e seu amigo Sam Gamgee continuam por conta própria - sob orientação da criatura Gollum - para alcançarem o fogo da Montanha Doom, o único lugar onde o anel pode ser destruído. Nesse meio tempo Gandalf, Aragorn e os Cavaleiros de Rohan destroem o mago diabólico Saruman e impedem a ameaça a Isengard, mas nessas alturas os exércitos de Sauron estão maiores. Com Saruman fora do caminho, Gandalf e Pippin viajam para o leste, para Minas Tirith, em Gondor, para levar a noticia que os Cavaleiros de Rohan logo estarão lá para ajudar o cada vez mais desesperado Senhor Denethor e suas forças, que tentam impedir o avanço do exército de orcs. Aragorn, Gimli e Legolas viajam pelos Vales da Morte para alcançarem Gondor em tempo e ajudarem na batalha que se aproxima. Contudo, logo a cidade fica sitiada pelos exércitos de Sauron, e suas muralhas principais começam a cair. Será que o exército de Rohan chegará a tempo de salvar Minas Tirith? Será que Aragorn irá reclamar por sua posição de herdeiro do trono? Quando os Portões Negros de Mordor se abrem, toda força de Sauron aparece, dominando na proporção dez para um, e a única certeza será o banho de sangue que se seguirá. Nesse meio tempo, tendo deixado para trás Faramir e suas forças, Frodo e Sam têm que atravessar as montanhas de Mordor pelo único caminho que podem: o caminho escuro que leva a Minas Morgul, o castelo dos Cavaleiros Negros. É nas cavernas escuras acima que reside o perigo maior: Shelob, uma criatura que até as forças de Sauron não ousam enfrentar, e com a qual Gollum negociou seu "precioso". Adiante estão as planícies sem fim de cinza e poeira de Mordor e as cavernas vulcânicas da Montanha Doom, onde o destino do anel é determinado a um custo difícil de se compreender de tão horrível. A trilogia 'Senhor dos Anéis' já se tornou um épico, e o terceiro filme finalizada a trilogia da melhor maneira possível, transformando-a em um mito do cinema.

O SENHOR DOS ANEIS E AS DUAS TORRES




Sinopse:

Após a captura de Merry (Dominic Monaghan) e Pippy (Billy Boyd) pelos orcs, a Sociedade do Anel é dissolvida. Enquanto que Frodo (Elijah Wood) e Sam (Sean Astin) seguem sua jornada rumo à Montanha da Perdição para destruir o Um Anel, Aragorn (Viggo Mortensen), Legolas (Orlando Bloom) e Gimli (John Rhys-Davies) partem para resgatar os hobbits sequestrados. Após a dissolução da Sociedade do Anel, Frodo e Sam seguem em sua jornada rumo à Montanha da Perdição enquanto que Aragorn, Legolas e Gimli partem para resgatar os hobbits seqüestrados.

COMENTARIO:

Já se passaram um ano de espera para saber o que acontece quando acaba o primeiro filme de uma das adaptações mais esperadas do mundo, e chega às telonas o segundo episódio da saga 'O Senhor dos Anéis'. Como já era de se esperar o filme não tem um começo, nem mesmo um final, sendo apenas o grande meio de uma história. E pasmem, o filme é muito bom! Melhor que o primeiro filme, o diretor Peter Jackson e os atores já estão mais soltos no filme, tentando fazer mais do que estava no livro de J.R.R. Tolkien, várias cenas foram colocadas, mesmo não estando presentes no livro, e várias partes do livro foram tiradas da trama, que tem três horas de duração. Para os fãs fiéis ao livro de Tolkien, talvez eles acharão o primeiro filme infinitamente superior, pelo fato de que ele seguia á risca o livro, ao contrário do que vemos neste. O fato que esta inclusão de idéias e cenas novas é melhor para o filme, afinal, esta é uma adaptação do livro, e várias partes do livro podem não funcionar no filme, fazendo assim com que estas cenas novas cubram alguns defeitos da adaptação. E digamos de passagem: Peter Jackson sabe o que faz. Ele conseguiu atrair a atenção não só dos fãs, mas também de pessoas que nunca haviam lido o livro, e não decepcionou nenhuma das partes, fazendo uma adaptação fiel e muito boa, ao mesmo tempo, algo muito dificil de se encontrar em adaptações de obras primas como 'O Senhor dos Anéis'. Peter Jackson conseguiu criar uma obra-prima, na qual você acredita estar em um outro mundo, de tanta perfeição que é a terra média, ele utiliza efeitos especiais revolucionários e está mais solto nesta trama, na qual você nem percebe que ficou sentado na poltrona por três horas, quando o filme termina.

O SENHOR DOS ANEIS E A SOCIEDADE DO ANEL


Numa terra fantástica e única, chamada Terra-Média, um hobbit (seres de estatura entre 80 cm e 1,20 m, com pés peludos e bochechas um pouco avermelhadas) recebe de presente de seu tio o Um Anel, um anel mágico e maligno que precisa ser destruído antes que caia nas mãos do mal. Para isso o hobbit Frodo (Elijah Woods) terá um caminho árduo pela frente, onde encontrará perigo, medo e personagens bizarros. Ao seu lado para o cumprimento desta jornada aos poucos ele poderá contar com outros hobbits, um elfo, um anão, dois humanos e um mago, totalizando 9 pessoas que formarão a Sociedade do Anel.

COMENTARIO:

Considerado gênio por alguns, J.R.R. Tolkien não imaginava a revolução que causaria na literatura quando publicou, na década de 30, o livro O HOBBIT, aventura infanto juvenil passada num lugar anterior à Terra como conhecemos hoje. Depois do estrondoso sucesso da obra, Tolkien (que, na verdade, era um lingüista), dedicou 12 anos de sua vida à construção detalhada do que seria a sua maior obra: O SENHOR DOS ANÉIS, épico dividido em 3 volumes e que narra fatos posteriores à O HOBBIT. O sucesso foi ainda maior. Depois de algum tempo, com o surgimento do movimento Hippie (que venerava a obra do escritor inglês), O SENHOR DOS ANÉIS se consolidou como uma das maiores obras da literatura mundial, e foi escolhido o melhor livro inglês de todos os tempos. Portanto, uma adaptação cinematográfica era mais do que certa. Pena que a primeira tentativa de transpor a Terra-média para os cinemas foi a malfadada versão animada de Ralph Baksh (realizada em 1978), que evaporou com o espírito da obra, infantilizou personagens e gerou revolta por partes dos fãs mais exaltados. Mas o diretor Peter Jackson, um fanático pela obra de Tolkien, não se conteve. Dedicou vários anos de sua vida à um projeto caro, arriscado e que poderia mudar a história do cinema para sempre. Depois de conseguir sinal verde da New Line (e com algumas centenas de milhões de dólares em caixa), Jackson começou a dar forma à aguardada versão live-action de O SENHOR DOS ANÉIS. Com um roteiro assinado por ele, Frances Walsh e Philippa Boyens, o diretor estava pronto para este imenso desafio, sem dúvida um dos maiores que um diretor de cinema poderia enfrentar. Filmar os três filmes da série ao mesmo tempo era, no mínimo, ousado. Se o primeiro fracassasse os outros acompanhariam o fiasco, e assim Jackson afundaria sua carreira (junto com o estúdio). Era uma hipótese a ser considerada, mas que agora desaparece quando conferimos o resultado de "O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel", o primeiro (e maravilhoso) filme da trilogia . Por ter mais de 400 páginas, a tarefa de adaptar A SOCIEDADE DO ANEL para as telonas não era das mais fáceis. Alguns personagens precisariam ser cortados, outros ganhariam espaço, passagens do livro deveriam ser ignoradas... É claro que os fãs mais radicais protestaram, mas a verdade é que as mudanças adotadas pelo diretor são extremamente positivas e úteis. O roteiro de "A Sociedade do Anel" é um primor de adaptação. Além de conseguir manter a alma da obra de Tolkien intacta, o filme ainda desperta o interesse do público que desconhece os livros do inglês. Preservando as passagens mais importantes e apagando outras desnecessárias, "A Sociedade do Anel" ganha muito em fluidez da narrativa, que não apresenta furos e nunca se mostra quebrada. Assim como no livro, os personagens e a trama são apresentados ao público logo no início (o que toma mais ou menos uma hora de projeção), dando espaço para a ação e emoção nas duas horas seguintes. Algumas pessoas chegaram a reclamar de uma certa lentidão no início, mas era impossível iniciar a história sem deixar o espectador a par de tudo o que está acontecendo na Terra-média. O desenvolvimento inicial dos personagens é excelente, e contribui muito para os resultados que o filme alcança no final. A história, mais conhecida agora, é rica em detalhes (e por isso difícil de ser resumida em poucas linhas). Sauron, O Senhor do Escuro, forjou vários anéis mágicos e os distribuiu aos povos da Terra-média. Logo em seguida, criou o Um Anel, jóia que controla todos os outros anéis e, conseqüentemente, os povos do continente. Numa batalha, o Rei humano Isildur se apodera da jóia, mas logo a perde. Ela vai parar nas mãos de uma criatura de nome Gollum, que acaba sendo corrompida pelo poder do anel e o perde, num jogo de charadas, para o hobbit (criatura parecida com humanos, mas de baixa estatura e com pés peludos) Bilbo Bolseiro (Ian Holm). No seu aniversário, Bilbo resolve desaparecer por algum tempo e deixa, aconselhado pelo mago Gandalf (Ian McKellen), o Anel para seu sobrinho, Frodo (Elijah Wood). Mas o Senhor do Escuro começa a juntar forças novamente e manda seus Cavaleiros Negros (reis-homens que foram corrompidos pelo anel) atrás do pequeno Frodo. Assim, o hobbit (que por direito tem a posse do anel) é encarregado de levá-lo o mais depressa possível até a cidade de Valfenda, onde um conselho decidiria o futuro da jóia. Ele é acompanhado pelos hobbits Sam Gamgi (Sean Austin), Pippin (Billy Boyd) e Merry (Dominic Monagham), e no caminho encontra o misterioso Aragorn (Viggo Mortensen), amigo de Gandalf. Chegando em Valfenda, uma Sociedade é incumbida de levar o Um Anel até a Montanha da Perdição, o mesmo local onde fora forjado por Sauron. Assim,o pequeno grupo se transforma na Sociedade do Anel, que agora conta com o anão Gimli (John Rhys-Davies), o elfo Legolas (Orlando Bloom), o humano Boromir (Sean Bean) e Gandalf para cumprir a missão e salvar a Terra-média das sombras. O caminho é dos mais atribulados, pois a Sociedade precisa enfrentar os perigos naturais do continente, além dos orcs enviados por Sauron e pelo mago traidor Saruman (Christopher Lee). As alterações, que preocupavam tanto os mais fanáticos, são mínimas (mas muito bem pensadas),. A exclusão do personagem Tom Bombadil, que no livro só cantava e dançava e não tinha grande relevância, foi a decisão mais acertada, pois isso confere agilidade à narrativa (que não poderia perder o ritmo em momento algum, já que se trata de um filme com 3 horas de duração). Além disso, a elfa Arwen (Liv Tyler) ganhou maior destaque no filme de Peter Jackson, pois este queria uma maior participação das mulheres na película. Além, é claro, de Arwen ter um romance com Aragorn, situação que tem pouco espaço neste "A Sociedade do Anel", mas deve ser mais explorada nos outros filmes. Alguns outros detalhes foram alterados, mas nenhum deles merecem ser tão analisados quanto estes já citados.
O elenco é um dos maiores pontos positivos do filme. Elijah Wood nasceu para o papel de Frodo, e deve ficar marcado como o pequeno herói de pés peludos. As cenas onde ele se sente atraído pelo Anel são o ponto alto da interpretação do jovem ator. Sean Austin é outro que está perfeito na pele do bravo e corajoso Sam Gamgi, que faz de tudo para proteger seu amigo Frodo. Dominic Monagham e Billy Boyd formam a dupla Merry & Pippin, o alívio cômico do filme. Ambos estão muito engraçados, e idênticos ao jeito descrito por Tolkien em sua obra. Ian McKellen é outro que parece ter nascido para seu papel (o mago Gandalf). O ator transmite todo o carisma do personagem (característica que também aparece nos livros) e dá um banho de interpretação nas cenas mais dramáticas.
Liv Tyler está muito bem como Arwen, e apesar de sua pequena participação, consegue o melhor papel de sua carreira. Viggo Mortensen se dá bem como Aragorn, e consegue dar o tom certo (mistério e liderança) ao personagem. Já Christopher Lee volta aos velhos tempos e assusta e causa arrepios como o mago Saruman. Ian Holm é um dos melhores em cena, e cónstroi um Bilbo divertido e falastrão, e em algumas ocasiões, sério e assustador. Merece, ao menos, uma indicação ao Oscar, assim como o excelente Sean Bean (no complicado papel de Boromir). O ator tem a interpretação mais marcante de "A Sociedade do Anel", e vai arrancar lágrimas de alguns nas cenas finais. E, surpreendentemente, a única que parece deslocada em cena é a talentosa Cate Blanchett. Sua personagem (a rainha-elfa Galadriel) está mais assustadora e sombria do que o necessário. Culpa da atriz (que exagerou em uma cena-chave) e do roteiro (que não trabalhou muito bem a complexidade da personagem). Mas, convenhamos, um erro ínfimo num filme tão gigantesco.
A direção de arte de "A Sociedade do Anel" é outro dos pontos altos do filme. O Condado (lugar onde vivem os hobbits) é extremamente fiel à descrição de Tolkien. Está tudo lá: as portas e paredes arredondadas, as colinas, as flores, os campos... A torre de Orthanc (moradia de Saruman) é gigantesca e impressionante, com um interior gótico e sombrio. Valfenda é o melhor momento da direção de arte do filme. Desde a beleza das paisagens (com direito a várias cachoeiras) até os mais pequenos detalhes, a cidade onde acontece o conselho de Elrond é deslumbrante, de visual único. As minas de Moria (minas construídas por anões e encravadas dentro de uma cadeia de montanhas) são mostradas em toda a sua grandeza.Sustentadas por milhares de pilares, e interligadas por gigantescas pontes, as minas concentram a maior parte dos momentos eletrizantes do filme. Isso sem falar na espetacular e bela floresta de Lothlórien, onde vive a rainha Galadriel. Os efeitos especiais da WETA (te cuida, ILM !) são espetaculares, mas usados com moderação e inteligência, nunca tentando tomar o lugar da história. Os cenários digitais são impossíveis de serem diferenciados de cenários verdadeiros, e os personagens criados em CGI são muito realistas. Destaque para Gollum (te cuida, Jar Jar Binks !) e para o temível Balrog (que é muito maior e perigoso do que você pode imaginar). A fotografia de Andrew Lesnie também é das melhores. Dá ao filme um tom sofisticado e elegante, e consegue driblar facilmente os diversos momentos passados no escuro. E a trilha sonora de Howard Shore, apesar de não conter nenhuma música "assobiável" (como o tema de Star Wars ou de Indiana Jones), é esplêndida, e cresce muito na segunda metade do filme. Em matéria de apuro visual (e auditivo), o filme de Peter Jackson é um espetáculo. Mas, e a emoção, a aventura, o drama ? Eles têm lugar em num filme tão gigantesco como "A Sociedade do Anel" ? É óbvio que sim. O livro de J.R.R. Tolkien já era maravilhoso na medida em que proporcionava uma aventura inesquecível e cheia de detalhes ao leitor. O filme de Peter Jackson segue na mesma linha. Nunca se viu tamanha quantidade de cenas emocionantes num mesmo filme. As cenas mais estonteantes se passam dentro de Moria. A queda de Gandalf, junto com o Balrog (que, aliás, está muto assustador) e a fuga da Sociedade na escadaria em ruínas já estão, de cara, entre as melhores do ano. Sem contar com a cena do maravilhoso duelo entre Gandalf e Saruman, a cena dos Cavaleiros Negros perseguindo a Sociedade na estrada (um momento de extremo silêncio e tensão, onde não se ouvia um suspiro dentro do cinema) e o avassalador final, digno de lágrimas e aplausos. Tudo ajudado pela vertiginosa movimentação de câmera do diretor, que joga o público no meio das batalhas e dá rasantes de tirar o fôlego. Ainda merece um grande destaque o prólogo, narrado por Galadriel de forma explicativa e mística. Essa parte foi adicionada ao filme para que todos (leitores ou não de Tolkien), pudessem compreender perfeitamente a história. E é o que acontece. É necessário dizer que o filme não tem um final definido, pois a história continua em "As Duas Torres" e só termina mesmo em "O Retorno do Rei". Por causa disso, vá preparado para sentir uma inevitável (e deliciosa) ansiedade pelo próximo capítulo quando os letreiros deste filme começarem a subir. O diretor Peter Jackson, então, cumpre sua missão de maneira soberba e apaixonada, e ainda consegue imprimir em "A Sociedade do Anel" belas e sinceras lições de esperança, amizade (um personagem defende a vida do outro com paixão e coragem - o maior exemplo disso é Sam, defensor de Frodo) e vida (como aquela que Gandalf ensina à Frodo, logo após os dois adentrarem o portão de Moria), que também estavam presentes na obra de Tolkien. O diretor mantém viva a magia da Terra-média, e transforma esta primeira parte da saga numa das primeiras obras-primas cinematográficas do começo do século XXI. Enfim, já entrou pra história.

HARRY POTTER E A ORDEM DA FÊNIX



Sinopse:

Harry Potter (Daniel Radcliffe) retorna à Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, para cursar o 5º ano letivo. Logo ele descobre que boa parte da comunidade bruxa foi levada a acreditar que o retorno de Voldemort (Ralph Fiennes) foi uma mentira inventada por Harry, o que põe sua credibilidade em dúvida. Além disto, o Ministro da Magia Cornélio Fudge (Robert Hardy) impõe à escola a presença de Dolores Umbridge (Imelda Staunton), que torna-se a nova professora de Defesa Contra as Artes das Trevas. Acontece que as aulas de Umbridge, apesar de aprovadas pelo ministério, abrangem apenas temas amenos, deixando os alunos despreparados para os perigos dos dias atuais. Incentivado por seus amigos Rony (Rupert Grint) e Hermione (Emma Watson), Harry decide encontrar-se em segredo com um grupo de estudantes, visando a prática de magia. O grupo se autodenomina como a "Armada de Dumbledore", mas logo passa a ser vista como uma ameaça ao próprio Ministério da Magia.

COMENTARIO:


Comandado pelo diretor de TV, David Yates, este quinto capítulo da série, no qual a história se baseia, ganha um tom mais sombrio, substituindo as agradáveis aulas de magias e porções. Em seus lugares estão treinos de feitiços contra as artes das trevas, romance, castigos e traições, que tornam a trama mais ágil e sombria. Não podemos dizer que a Ordem da Fênix seja o melhor livro, mas nas telas, ele ganhou mais força. As eletrizantes cenas de ação como o do ataque dos Dementadores contra Harry (Daniel Radcliffe) e seu primo Duda logo no início do filme ou a batalha travada entre os Comensais da Morte e os integrantes da Ordem da Fênix tornam a história mais excitante e adulta. Hermione Granger (Emma Watson) e Rony Weasley (Rupert Grint) cumprem seu papéis, como amigos e protetores do herói, que neste novo duelo passam a ter a ajuda de um destemido Neville Longbottom (Matthew Lewis) e de uma corajosa Gina Weasley (Bonnie Wright) que começará a ganhar maior destaque no próximo filme. Com novos personagens, como a irritante inquisidora cor-de-rosa Dolores Umbridge (Imelda Staunton), a Comensal da Morte Belatriz Lestrange (Helena Bonham Carter) e a doidinha, porém sensata Lama Lovegood (Evanna Lynch), a nova aventura de Harry Potter diverte e aguça a curiosidade para o próximo filme, que também será dirigido por Yates.

HARRY POTTER E O CALICE DE FOGO


Em seu 4º ano na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwards, Harry Potter (Daniel Radcliffe) é misteriosamente selecionado para participar do Torneio Tribruxo, uma competição internacional em que precisará enfrentar alunos mais velhos e experientes de Hogwards e também de outras escolas de magia. Além disso a aparição da marca negra de Voldemort (Ralph Fiennes) ao término da Copa do Mundo de Quadribol põe a comunidade de bruxos em pânico, já que sinaliza que o temido bruxo está prestes a retornar.

COMENTARIO:

Já se tornou algo normal dizer que, cada vez que estréia um novo filme de 'Harry Potter', ele surge melhor que seu anterior. E mais uma vez temos de revelar a mesma crítica: 'Harry Potter e o Cálice de Fogo' é o melhor filme da série até então. A série 'Harry Potter' acaba se transformando em uma metáfora para o mundo real. Ela transmite o crescimento, as dificuldades das transições de idade, o medo, a criatividade e, desta vez, o sofrimento. Acompanhando a idade de seus protagonistas, o filme deixou de ser uma fantasia infantil para se transformar, praticamente, em um suspense adolescente. E o filme convence. 'Harry Potter e o Cálice de Fogo' é obscuro, com elementos dramáticos e, até, mortes. O poder de Voldemort cresce, as habilidades e confusão mental de Harry também, e é aqui que se inicia a batalha final de uma das maiores séries literárias da história. O fim está próximo. O elenco também se firma mais a cada filme. Tanto os jovens atores, quantos os veteranos, criam personagens e personalidades bastante complexas e realista. O roteiro também evolui, o livro de mais de 700 páginas se transforma em uma complexa e bem estruturada linha narrativa. Mike Newell, diretor de sucessos como 'Quatro Casamentos e Um Funeral', segue a mesma linha de direção de seus antecessores, e ainda adiciona a dramaticidade presente em seus filmes e cria um ótimo clima de suspense. Como a vida e história de seus protagonistas, tudo na série evolui neste filme. E que venha o próximo nos surpreender.

HARRY POTTER E O PRISIONEIRO DE AZKARBAN


O 3º ano de ensino na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts se aproxima. Porém um grande perigo ronda a escola: o assassino Sirius Black (Gary Oldman) fugiu da prisão de Azkaban, considerada até então como à prova de fugas. Para proteger a escola são enviados os Dementadores, estranhos seres que sugam a energia vital de quem se aproxima deles, que tanto podem defender a escola como piorar ainda mais a situação.

COMENTARIO:

Harry Potter realmente veio para ficar! A cada livro aumenta mais o suspense e a vontade de ver o final da saga do bruxinho. A cada filme ficamos ainda mais impressionados com a qualidade da história e dos efeitos especiais. Como todos andam dizendo, o terceiro filme realmente é o melhor e mais sombrio. Aquele filme, que no início da saga, era infantil e tinha uma história que podia não agradar alguns adultos mudou. Agora o filme está mais realista, mais agressivo e mais imponente. Sorte dos mais grandinhos que não agüentavam mais aquela historinha inocente. Agora Harry Potter está crescendo, e seu mundo não é mais aquele mundo infantil e cheio de fantasias. É um mundo mais escuro, mais real. Desta vez, Harry Potter, Ron e Hermione entram na adolescência e voltam à Hogwarts para o terceiro ano letivo na escola de bruxaria. Lá, eles passam a investigar o mistério de um prisioneiro fugitivo que é conhecido como o assassino Sirius Black que foge da prisão de bruxos de Azkaban e representa uma perigosa ameaça ao jovem bruxo. As reviravoltas, mesmo que já esperadas, deixam a história mais interessante. Na última meia hora de projeção, o filme fica realmente tenso. Os jovens botam pra quebrar. Harry e Hermione voltam no tempo e todas as cenas do filme que não ficaram claras são solucionadas, e percebemos o poder do tempo. Sobre o elenco, vemos que os astros mirins tiveram uma atuação anos-luz melhor do que os dois primeiro filmes. Não podemos deixar de lembrar que é Emma Watson quem rouba todas as cenas desta vez. A atriz, que interpreta Hermione, dá um show de interpretação, e nós torcemos por sua personagem do início ao fim. Emma está brilhante. Gary Oldman também tem uma atuação majestosa. Já Rupert Grint, que interpreta Ron, fica um pouco apagado na trama, talvez pelo roteiro, que explora menos seu personagem. Outros personagens que aparecem pouco na projeção são: o professor Alvo Dumbledore e a Professora Minerva. Eles não estão presentes como nos dois primeiros filmes, mas ainda estão lá. O único problema que os fãs irão notar é a brusca mudança na direção do filme. Chris Columbus, diretor dos dois primeiros, focalizava a projeção na fantasia do mundo do bruxinho e nos efeitos especiais. Já Alfonso Cuarón procura ser mais realista, mais frio, ele deixa o clima mais sombrio. E mesmo sendo essa a intenção, a mudança continuou sendo brusca demais. Mas isto não é problema. 'Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban' é demais, e com certeza não fica atrás de seus antecessores.

HARRY POTTER E A CAMERA SECRETA


De férias na casa de seus tios Dursley, Harry Potter (Daniel Radcliffe) recebe a inesperada visita de Dobby, um elfo doméstico, que veio avisá-lo para não retornar à Escola de Magia de Hogwarts, pois lá correrá um grande perigo. Harry não lhe dá ouvidos e decide retornar aos estudos, enfrentando um 2º ano recheado de novidades. Uma delas é a contratação do novo Professor de Defesa Contra as Artes das Trevas, Gilderoy Lockhart (Kenneth Branagh), que é considerado um grande galã e não perde uma oportunidade de fazer marketing pessoal. Porém, o aviso de Dobby se confirma e logo toda Hogwarts está envolvida em um mistério que resulta no aparecimento de alunos petrificados.

COMENTARIO:

O lançamento de "Harry Potter e a Pedra Filosofal", em outubro de 2001, deixou fãs, cinéfilos e executivos da Warner ansiosos. Os primeiros, porque mal agüentavam esperar mais uma semana para verem os personagens criados por J. K. Rowling nas telas do cinema. Os segundos, porque esperavam que o cinema ganhasse uma aventura infanto-juvenil divertida e inteligente, coisa que não acontecia há bons anos. E os terceiros, talvez os mais ansiosos, porque tinham uma mina de ouro recém-descoberta nas mãos: se o primeiro filme fizesse sucesso, a franquia estaria garantida por um bom tempo. O óbvio aconteceu, e as expectativas do público eram tão grandes (e o sucesso tão evidente) que a seqüência foi iniciada até mesmo antes do lançamento do primeiro filme. Exatamente um ano depois, "Harry Potter e a Câmara Secreta", ainda dirigido por Chris Columbus, e com o elenco original de volta. "A Pedra Filosofal" quebrou recordes de bilheteria, mas deixou alguns fãs e cinéfilos frustrados (os executivos, por outro lado, devem estar rindo até agora). A narrativa do filme, que segue fiel ao livro a maior parte do tempo, era por demais desconexa, como se o filme não tivesse uma história a ser seguida, limitando-se à copiar e colar capítulos escritos por J. K. Rowling no roteiro. A estréia de Potter nos cinemas não foi especialmente inesquecível, apesar de, sem dúvida alguma, ter sido um programa divertido e prazeroso. Esse "A Câmara Secreta", felizmente, corrige esse erro. Com exceção dos 30 primeiros minutos, em que a narração episódica dá as caras novamente, a nova aventura de Potter nos cinemas é coesa. O roteirista Steven Kloves acertou a mão, e finalmente percebeu que não funciona muito bem deixar toda a trama de mistério e suspense dos livros de Rowling condensada em míseros 40 minutos finais, como aconteceu em "A Pedra Filosofal". É claro que o fato do público já conhecer as origens de Harry e os personagens coadjuvantes ajuda e muito. Com isso, a ação e o delicioso clima de mistério têm mais espaço para serem desenvolvidos. Todo o suspense surge quando Harry (Daniel Radcliffe), depois de outras férias tediosas na casa dos Dursley, recebe a visita de um elfo doméstico chamado Dobby. O atrapalhado ser tenta alertar o garoto para que ele não volte à Hogwarts este ano, pois um perigo o aguarda. Harry não dá muita atenção, e volta à Escola de Magia e Bruxaria com a ajuda de seu amigo Ron (Rubert Grint). Com a trama sobre a Câmara Secreta iniciando-se lá pelos 20 minutos de filme, este novo exemplar da série abre muito mais espaço para o suspense e, portanto, é um pouco mais sombrio e assustador do que o primeiro. Além disso, a verdadeira investigação que os garotos fazem para descobrirem a câmera é bastante eficiente e envolvente, desenvolvida sem furos notáveis. Ajuda também o fato do filme ser bastante bem-humorado, principalmente por causa de Lockhart, o professor que desperta suspiros nas alunas, e indiferença e deboche nos alunos. Kenneth Branagh parece estar se divertindo bastante nesse papel, e certamente é responsável pela melhor atuação do filme. Jason Isaacs, no papel de Lucius Malfoy, por outro lado, está bastante caricato, e não ameaça nem amedronta ninguém. Já o elenco original, em especial o recém-falecido Richard Harris, consegue boas interpretações, apesar de Alan Rickman e Robbie Coltrane terem participações bem menores. O filme também traz um amadurecimento do personagem principal. Harry, em certo ponto do filme, fica em dúvida a respeito da origem de seus poderes. Além disso, Potter fica preocupado ao descobrir que tem algo em comum com Lorde Voldemort, o bruxo que matou seus pais. Infelizmente, essa tentativa de dar mais alguma consistência e densidade à história é pouco explorada, ficando restrita à algumas cenas no final do filme. Há ainda um outro problema, um pouco mais considerável: a duração de 2 horas e 40 minutos poderia ser reduzida em pelo menos 20 minutos. Cortando algumas cenas desnecessárias (o jogo de quadribol e a cena do salgueiro lutador, por exemplo, não têm grande importância), Chris Columbus poderia ter feito um filme melhor. Apesar disso, há momentos de verdadeira emoção e magia em "A Câmara Secreta". A cena do Ford Anglia voador é alucinante, assim como o divertido duelo entre Harry e Malfoy. A melhor cena, no entanto, é a incursão que Harry e Ron fazem na Floresta Negra, na tentativa de descobrirem aonde as pequenas aranhas estão indo. Rupert Grint consegue arrancar boas risadas neste momento em especial. O final do filme também é mais impactante do que o do primeiro. A violência da cena, inclusive, pode chocar pais puritanos que levaram seus filhos pequenos ao cinema. As crianças, por outro lado, vão vibrar quando Harry salvar Hogwartas mais uma vez. Ou você acha que isso não iria acontecer ? Com isso tudo, à despeito de alguns problemas menores, "Harry Potter e a Câmara Secreta" é um passatempo muito mais divertido e agradável do que a primeira experiência do bruxinho nos cinemas. Resta agora saber o que Alfonso Cuarón, o diretor que assinou para comandar o terceiro exemplar da série, vai fazer com "Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban". Se depender do curriculum do diretor (que fez, entre outros, o ousado "E Sua Mão Também" ), e da qualidade do terceiro livro, a próxima aventura tem tudo para ser ainda mais emocionante.

HARRY POTTER E A PEDRA FILOSOFAL


Sinopse:
Harry Potter (Daniel Radcliff) é um garoto órfão de 10 anos que vive infeliz com seus tios, os Dursley. Até que, repentinamente, ele recebe uma carta contendo um convite para ingressar em Hogwarts, uma famosa escola especializada em formar jovens bruxos. Inicialmente Harry é impedido de ler a carta por seu tio Válter (Richard Griffiths), mas logo ele recebe a visita de Hagrid (Robbie Coltrane), o guarda-caça de Hogwarts, que chega em sua casa para levá-lo até a escola. A partir de então Harry passa a conhecer um mundo mágico que jamais imaginara, vivendo as mais diversas aventuras com seus mais novos amigos, Rony Weasley (Rupert Grint) e Hermione Granger (Emma Watson).

COMENTARIO:

Com o sucesso dos livros do Harry Potter logo veio os filmes, o primeiro filme ficou muito parecido com o livro, claro que é muito difícil colocar tudo do livro em um filme, mas ficou bem fiel ao livro.

domingo, 12 de abril de 2009

A LIGA EXTRAORDINÁRIA


No final do século XIX a rainha Vitória nomeia uma legião de grandes nomes da época para combater um perigoso inimigo: um gênio do crime que deseja conquistar o planeta. Entre os convocados para enfrentá-lo estão Allan Quatermain (Sean Connery), Mina Harker (Peta Wilson), Dorian Gray (Stuart Townsend) e o Dr. Jekyll (Jason Flemyng).

COMENTARIO:

A premissa de 'A Liga Extraordinária' era no mínimo entusiasmante. Juntar personagens de histórias clássicas de personalidades completamente diferentes num só filme. Quando a esta idéia colocamos o nome de Sean Connery, é quase certo que veremos um espetáculo interessante. Pena que o resultado de tudo é muito aquém do que se espera. O roteiro se baseia numa história em quadrinho lançada no fim da década de 90, honestamente não vou poder comparar o filme com a HQ pois nunca a li e nem sabia da sua existência. Assisti a produção como uma leiga absoluta, como aliás a maioria absoluta das pessoas que vai conferir a fita. O diretor Stephen Norrington (que já tinha adaptado a história em quadrinho 'Blade - O Caçador de Vampiros' para a telona) tem uma mão fraquíssima ao mostrar a história que acontece em 1899, uma figura sinistra, Fantom, dissemina violência e discórdia entre nações européias, para contê-lo é designada a tal Liga. Liderado por Allan Quatermain (Sean Connery, o único ator conhecido de todo o elenco) de as Minas do Rei Salomão. Os outros integrantes são: o Capitão Nemo (num figurino constrangedor) de Vinte Mil Léguas Submarinas, a Vampira Mina (personagem secundária de Drácula), Dorian Gray, aquele mesmo que você está pensando, do retrato escrito por Oscar Wilde, o Homem Invisível, Dr Jekyll (aquele que se tranforma em monstro ao tomar uma poção) e Tom Sawyer de Mark Twain, este último colocado no filme apenas para agradar o público americano já todos os outros personagens são ingleses.Exceto pela atuação de Connery todos tem desempenho muito ruim. Não surge empatia com os espectadores em nenhum momento. Connery também não está em seus melhores momentos mas segura um pouco mais a atenção. Aliás, este ator escocês é um caso raríssimo em que mesmo sendo já um velhinho (73 anos) pode se dar ao luxo de fazer papéis de mocinho, galã e outros tipos reservados a atores com algumas décadas a menos. Soube envelhecer com dignidade, assumindo as rugas, mas sem perder nunca o charme.

TRANSFORMERS


Durante anos os Autobots e os Decepticons, duas raças alienígenas robóticas, duelaram em Cybertron, seu planeta natal. Esta guerra fez com que o planeta fosse destruído, resultando que os robôs se espalhassem pelo universo. Megatron (Hugo Weaving), o líder dos Decepticons, vem à Terra em busca da Allspark, um cubo de Cybertron que possibilita que qualquer aparelho eletrônico seja transformado num robô com inteligência própria. Megatron encontra a Allspark, mas fica congelado no Ártico. Décadas depois outros Decepticons chegam à Terra, numa tentativa de encontrar a Allspark. Seu surgimento logo alerta os principais países, em especial os Estados Unidos, que tem uma base militar no Qatar atacada. Enquanto o Secretário de Defesa John Keller (Jon Voight) tenta descobrir o que está havendo, reunindo todas as forças e informações possíveis, o jovem Sam Witwicky (Shia LaBeouf) tem preocupações mais simples: conseguir uma boa nota no colégio, o que lhe garantirá seu 1º carro. Mas o que ele não esperava era que o veículo escolhido, um Camaro antigo, tinha vida própria.

COMENTARIO:

Para aqueles que ainda não conhecem a história, TRANSFORMERS foi uma série de desenho animado que virou febre nos anos 80. Crianças do mundo inteiro compravam brinquedos dos personagens e liam gibis. Com capacidade para vários disfarces, como por exemplo, se transformarem em um navio, jato ou em um helicóptero, eles são conhecidos como os Autobots (Operários), que liderados por Optimus Prime, lutam há eras contra os malignos Decepticons (militares), liderados por Megatron. Com cenas de ação à moda de Bay, entenda-se - repletas de adrenalina, explosões e uma trilha sonora barulhenta - Transformers conta à história de Sam Witwicky (Shia LaBeouf), um jovem que possui um valioso objeto que, em mãos erradas, pode exterminar a humanidade. Por isso, para defendê-lo dos malignos Decepticons, liderados por Megatron, um Autobot, conhecido como "Bumblebee" é designado para protegê-lo. Disfarçado como um Chevrolet Camaro clássico, ele lutará contra os Deceptions ao lado de seus outros de sua raça, liderados por Optimus Prime. Mas o sucesso da história não está apenas nos efeitos especiais e nos robôs, mas também no ótimo roteiro de Alex Kurtzman & Roberto Orci, que mesclaram aventura com toques de romance, comédia e ação. Romance, aliás, que não atrapalha em nada, já que ele segue e equilibra o frenético ritmo da trama. Nos momentos, digamos, de "descanso", a história continua a fluir com o mesmo ritmo. Isso se deve, principalmente, ao time de atores - como os veteranos John Turturro e Jon Voight, - que contribuem para que Bay crie cenas divertidíssimas, como as com Kevin Dunn e Julie White, que no filme são os pais de Shia LaBeouf. Quanto às aceleradas tomadas do duelo entre as inimigas raças de robôs, o combate também não deixa a desejar. Em Transformers, as imensas máquinas são mostradas com clareza. Conseguimos vê-los lutarem, se transformarem em carros/robôs, saltarem...sentir sua grande e imponente presença na tela e torcer por eles!

HELLBOY 2 - O EXERCITO DOURADO


Hellboy (Ron Perlman), Liz Sherman (Selma Blair) e Abe Sapien (Doug Jones) seguem trabalhando para a Agência de Pesquisa e Defesa Paranormais. Apesar dos constantes avisos para não se expôr ao público, Hellboy permite que seja flagrado pela TV. Isto faz com que ele e a agência fiquem famosos, o que permite que ajam à luz do dia e sem se esconderem sempre. Para coordenar a nova fase da agência é chamado Johann Krauss (James Dodd / John Alexander), com quem Hellboy enfrenta problemas por não respeitar suas ordens. Paralelamente uma antiga trégua existente entre a humanidade e os filhos da Terra é rompida, quando o príncipe Nuada (Luke Gross) resolve reunir os fragmentos de uma coroa para trazer à vida o exército dourado, composto por máquinas assassinas aparentemente indestrutíveis.

COMENTARIO:

Os efeitos estão melhor, os personagens estão mais entrosados e as cenas de lutas estão mais trabalhadas, o roteiro teve alguns erros, e o erro principal foi o final do filme, mesmo assim é um bom filme.

HELLBOY


Já perto do fim da 2ª Guerra Mundial, os nazistas tentam eliminar seus inimigos usando magia negra. Uma das experiências feitas é a tentativa de invocar forças ocultas. Um deste rituais é interrompido pelas forças aliadas, que encontram um garoto com aparência de demônio e a mão direita feita de pedra, apesar do ritual não ter sido concluído. O garoto passa a ser chamado de Hellboy e é levado pelos Aliados. Sessenta anos depois, Hellboy agora luta pelo bem e é chamado quando um estranho fenômeno, possivelmente sobrenatural, acontece.

COMENTARIO:

Você já imaginou um filme em que o mocinho fosse um monstro vermelho, nojento e com chifres? Ou que este filme pudesse ser muito bom? É... Você precisa mudar seus conceitos...
Esse filme é 'Hellboy', mais um filme derivado da febre de adaptações de quadrinhos (aka 'Homem-Aranha', 'X-Men', 'O Justiceiro', 'Hulk', 'Demolidor'...), e, com certeza, o mais diferente de todos eles...
O filme do demônio vermelho tinha tudo para dar errado, já que foge de todos os padrões imaginados em Hollywood, mas tudo acaba funcionado corretamente, transformando-o em uma das melhores adaptações dos quadrinhos deste ano.
Tudo começa com um grupo nazista tentando invocar forças ocultas para serem usadas contra seus inimigos na Segunda Guerra Mundial. Um grupo Aliado consegue parar o plano a tempo, mas alguma coisa já havia chegado ao nosso mundo: uma criança com a pele vermelha e a mão esquerda feita de metal. Quem lê até aqui pode pensar que o filho do demônio em pessoa veio espalhar o terror entre os humanos. Mas é aqui que encontramos a diferença de Hellboy: ele é um herói. Com o passar do tempo, Hellboy cresce e aprende a controlar seus poderes, utilizando-os para praticar o bem. Quando fica adulto, junta-se a um grupo de pesquisas sobrenaturais e passa a investigar fenômenos paranormais.
O maior acerto do filme foi explorar seus personagens intensamente, deixando-os mais humanos (ainda bem...) e fazendo com que a história fique profunda e plausivel.
Além disso, a maquiagem usada para transformar Ron Perlman no protagonista é perfeita, e Selma Blair está em um de seus melhores papéis interpretando o interesse amoroso do monstro bondoso.
Pode conferir sem medo, 'Hellboy' é um arrasa-quarteirões.

SUPERHOMEM - O RETORNO


Após alguns anos de um misterioso desaparecimento, Superman (Brandon Routh) retorna ao planeta Terra. Porém a situação em Metrópolis está bastante mudada desde que o Homem de Aço deixou o planeta, pois a cidade se acostumou a viver sem ele. Além disto Lois Lane (Kate Bosworth), sua grande paixão, seguiu sua vida após o sumiço do herói. Ao mesmo tempo em que precisa se adaptar à nova realidade, Superman precisa enfrentar um antigo inimigo, que planeja um meio de acabar com ele de uma vez por todas.

COMENTARIO:

A produção, de 250 milhões de dólares, quase não saiu do papel, tanto que por dez anos passou pelas mãos de vários diretores e teve astros como Nicolas Cage e Brendan Fraser cotados para interpretar o super-herói. Finalmente, o filme ganhou as telas sob o comando de Bryan Singer, o diretor dos dois primeiros X-Men, que optou pela escolha de um ator estreante (Brandon Routh).
Talentoso como sempre, Singer entrega um filme eficiente, embora longo - são 2h34 min. As cenas de ação e os “superpoderes” são convincentes, o roteiro não perde o pique e ainda há espaço para uma paixão proibida – motivos de sobra para que o filme venha fazendo bonito na bilheteria norte-americana. Ao contrário de “Batman Begins”, onde a história do homem-morcego foi reiniciada do zero, esta fita realmente é uma seqüência, com os fatos se encaixando logo após os eventos de Superman 2 (dirigido em 1980 por Richard Donner – filme este que deu espaço para outras duas seqüências, com as tramas não consideradas aqui).
Disposto a dar cara nova para a série, o diretor Bryan Singer optou por escalar um elenco bastante jovem para o filme. Certamente quem acompanhou os longas estrelados nos anos 70 e 80 por Christopher Reeve e Margot Kidder, esta no papel de Lois Lane, encarará a mudança com certo estranhamento: é como se o tempo de Superman longe da Terra tivesse efeito inverso, pois os personagens, ao invés de envelhecer, ficaram muito mais moços. A exceção é a presença de Kevin Spacey, escolhido para o papel de Lex Luthor. O vilão, por sinal, é um dos pontos fracos da trama. Apesar de por em risco a vida de bilhões de pessoas, o plano diabólico do personagem peca pela falta de engenhosidade. Bem como seu intérprete, Luthor merecia uma participação mais inteligente.
Felizmente, falhas como esta postas de lado, ainda sobra muito com o que se divertir neste retorno do super-homem: a fita reserva inclusive bons momentos de humor. Repare na impagável passagem parodiando a famosa frase “é um pássaro? um avião?” que se tornou tão famosa quanto a série. Além disso, Bryan Singer - mostrando talento para despertar a curiosidade do público – inseriu na história uma pequena novidade: um personagem que certamente fará bastante diferença na vida do super-herói nas seqüências por vir.

X-MEN 3 - O CONFRONTO FINAL


É descoberta uma cura para os mutantes, que agora podem optar por manter seus poderes ou se tornarem seres humanos normais. A descoberta põe em campos opostos Magneto (Ian McKellen), que acredita que esta cura se tornará uma arma contra os mutantes, e os X-Men, liderados pelo professor Charles Xavier (Patrick Stewart).

COMENTARIO:

O tão aguardado terceiro capítulo de X-Men certamente empolgará aos fãs da série, mas também deixará, ao final, boa parte do público com uma sensação de vazio.
O motivo é que, como anunciado no título, os mutantes do bem e “do mal” desta vez realmente partem para a batalha e, como em toda guerra, há perdas para ambos os lados: não só alguns personagens morrem, como outros perdem seus poderes.
Portanto, apesar desta seqüência ter suas qualidades, vá para o cinema preparado para deixar a sala cabisbaixo. Dirigido por Brett Ratner (dos filmes “A Hora do Rush” e “Dragão Vermelho”) - já que Bryan Singer, diretor dos dois primeiros longas abandonou a cinessérie para cuidar de “Superman – O Retorno” - este terceiro X-Men capricha nas cenas de ação, mas sai perdendo em profundidade na comparação com o primeiro – e principalmente – com o segundo filme.
Falta a Ratner o carinho pelos personagens que sobrava em Singer, e isso fica nítido no roteiro mais raso e no pouco aproveitamento de alguns mutantes. Os esperados Fera e Anjo, por exemplo, têm muito pouco espaço na trama.
Além de não se aprofundar nos aspectos psicológicos dos X-Men, Ratner ainda inseriu no longa as desprezíveis frases de efeito dos filmes hollywoodianos, um recurso detonador de risos na platéia, mas que também ajuda a deixar o produto final com cara de enlatado.
Falhas à parte, o novo diretor consegue ao menos manter vivo o interesse da platéia desde a primeira cena, quando, rejuvenescidos digitalmente, Xavier (Patrick Stewart) e Magneto (Ian McKellen) visitam a casa da então garota Jean Grey para levá-la ao colégio de superdotados. Como se sabe, a heroína já adulta (interpretada por Famke Janssen) teve um fim trágico no segundo filme e, neste terceiro, renasce extremamentepoderosa e com personalidade dupla, dando vida à perigosa Fênix Negra.
Não bastasse ter de lidar com os perigos da segunda face de Jean, os X-Men são surpreendidos com uma intrigante novidade: uma substância criada pelo governo com o poder de “curar” mutações. A “cura” termina por causar uma nova – e definitiva - guerra entre os mutantes rivais. Enquanto o time de Charles Xavier renega a “cura”, mas respeita o direito de cada um de recorrer a ela ou não, o grupo liderado por Magneto acredita ser esta apenas mais uma manobra do governo para enfraquecer a raça e, então, liquidá-la.A trupe do mal decide, então, destruir o laboratório fabricante da substância e capturar o ser que possibilitou o seu surgimento. Naturalmente, a missão encontrará a resistência dos demais X-Men, desta vez liderados por Tempestade e Wolverine.
O ponto alto de X-Men III fica mesmo para os momentos finais, envolvendo batalhas entre os mutantes de ambos os lados e efeitos especiais que superam os dos filmes anteriores – com destaque para o arrancamento da Ponte Golden Gate, de San Francisco.
Ratner pode nunca alcançar o brilhantismo dos filmes anteriores de Singer, mas sem dúvida sabe conduzir bem as cenas de ação.